A FREGUESIA DE VIDUAL DE CIMA E O SEU PROGRESSO


A Freguesia de Vidual de Cima foi criada em 1816 (composta pelas Aldeias de Vidual de Cima e Vidual de Baixo), pertencendo ao concelho de Pampilhosa da Serra.

Os Vidualenses, reconhecendo a necessidade de dotar a aldeia de capacidade para levar a cabo melhoramentos que consideravam essenciais, organizaram-se em comissão, à qual deram o nome de “OS VIDUALENSES DE 1927”.

PRIMEIRO MELHORAMENTO-1927

A aldeia apenas possuía um velho chafariz, existente na periferia da povoação, a cerca de 400 metros do centro (em local ainda hoje conhecido por “Fonte Velha”), mas a sua água por vezes se tornava imprópria para consumo. A colectividade, nomeou uma comissão composta pelos senhores António Alves Barata, António Fernandes e António Ramos, a fim de erigir novo chafariz. Esta obra concretizou-se e o novo chafariz viria a ser construído na parte central da povoação, para melhor servir os seus habitantes. Com grande regozijo o novo chafariz foi inaugurado em 27 de Junho de 1927 e nele foi colocada a seguinte inscrição: “OS VIDUALENSES DE 1927”. A obra teve um custo de 8.000$00.

SEGUNDO MELHORAMENTO-1930

As aulas de instrução primária eram dadas numa velha casa, que pertenceu a Maria da Trindade de Brito Cardoso, de Vidual de Baixo (actualmente pertence ao Sr. António Antunes Robalo), pelo que as crianças em idade escolar aprendiam as primeiras letras em situação muito precária.

A professora de então, Dona Ana Gonçalves Roque (os residentes chamavam-lhe de Donana), natural da Barroca de Zêzere (Fundão), solicitou os bons ofícios de “OS VIDUALENSES DE 1927”, para a construção de um edifício próprio para nele funcionar a escola primária.

A colectividade aceitou de imediato a ideia e logo nomeou para o efeito nova comissão formada pelos Srs. António Alves Barata, António Fernandes, António Ramos e António Geraldes. Logo se procedeu à angariação de fundos, entre os vidualenses residentes e outros emigrados em França, conseguindo a verba de 11.250$00. A nova escola foi inaugurada em 1930 (neste local encontra-se hoje construída a nova igreja matriz). No total a obra custou cerca de 18.000$00.

A LIGA DE MELHORAMENTOS DO VIDUAL

Vencidas as primeiras dificuldades, os Vidualenses, fortalecidos pela pura seiva bairrista, não cedem ao desânimo e continuam a proceder a todos os melhoramentos que por aqui e ali iam surgindo.

Entretanto, é tomada a decisão de tornar esta colectividade mais dinâmica e coesa, pois acreditavam que só assim a sua terra poderia acompanhar o progresso acelerado a que se assistia por toda a nossa bela região serrana.

Deste modo, em 19 de Setembro de 1943, é promovida uma Assembleia-geral, presidida pelo Sr. Professor José Nunes de Brito, pelo 1º Secretário Sr. António Nunes de Brito e 2º Secretário Sr. José Bernardino da Silva.

Neste encontro, que decorreu em Vidual de Cima, todos os Vidualenses compareceram, acreditando que a sua presença serviria de estímulo e confiança aos organizadores os quais mostravam uma vontade férrea num desenvolvimento mais activo e progressivo das aldeias berço e que nelas se pudesse desfrutar de melhores condições de vida.

Procedeu-se à aprovação dos estatutos que alteraram a denominação da colectividade, conforme se lê no seu Artigo 1º: ”Liga de Melhoramentos de Vidual” é o nome de uma associação, com sede em Vidual de Cima, formada por indivíduos de ambos os sexos, naturais ou com interesses ligados à freguesia de Vidual”.

Ficaram, então, definidos como propósitos da Liga de Melhoramentos de Vidual os seguintes objectivos:

a)      “Obter a maior solidariedade dos Vidualenses”.

b)      “Concorrer para o progresso da Freguesia e de melhoria de condições dos seus habitantes”.

c)      “Contribuir para o aperfeiçoamento moral, intelectual e progresso material dos seus associados e, dentro de estes princípios, dispensar-lhes toda a protecção e auxílio possíveis na satisfação das suas necessidades.”

d)      “Cooperar com Junta de Freguesia, a comarca municipal e bem assim com os organismos similares do Concelho da Pampilhosa da Serra, em todas as obras de interesse comum”.

e)      “Praticar de um modo geral todos os actos que tenham por finalidade o engrandecimento da freguesia do Vidual e o seu prestígio na sociedade Portuguesa”.

A NOVA CAPELA DE SANTA BÁRBARA

Com o objectivo de proceder à construção de uma nova capela em honra de Santa Bárbara foi criada uma comissão composta por: Padre Luciano Pereira de Carvalho, Aníbal Rodrigues da Silva, José Nunes Júnior, António Nunes Pereira, Maria da Trindade de Brito Cardoso (Vaz), Aníbal Gonçalves e Armando Gonçalves.

Esta comissão, auxiliada por todos os habitantes, amigos e colectividades locais, em pouco tempo deu corpo ao projecto e à capela de Santa Bárbara (ostentando ainda hoje a sua beleza), que viria a ser inaugurada em 1944.

A antiga capela teria sido submersa pela albufeira da Barragem de Santa Luzia, cujas comportas a Companhia Eléctrica das Beiras (CEB) fechou em Novembro de 1942. Na madrugada de 20 de Janeiro de 1943, os habitantes da aldeia de Vidual de Baixo, a aldeia tida como a mais fértil do Concelho da Pampilhosa da Serra, viram-se obrigados a abandonar definitivamente a terra onde haviam nascido, uma vez que esta foi praticamente submersa nas águas que de repente subiram em face do inverno mais chuvoso que havia memória.

A REORGANIZAÇÃO DA LIGA

A sede da Liga de Melhoramentos foi estabelecida em Vidual de Cima, pois nessa época a maioria dos Vidualenses trabalhavam nas Minas da Panasqueira, na exploração do volfrâmio, nas minas da Sandinha e na Barragem de Santa Luzia. Com o fim da exploração das minas os Vidualenses viram-se, na contingência de migrar, especialmente para Lisboa. Esta situação originou alguma inactividade nas acções da Liga situação que desagradava aos mais regionalistas.

Com o objectivo de reavivar as actividades da sua Liga, a colónia residente em Lisboa desloca-se a Vidual de Cima, em Setembro de 1945 e aí reúne com a Junta de Freguesia (da qual faziam parte Alberto Antunes de Brito, Presidente, José Nunes Júnior e Manuel Ramos da Silva

O Presidente da Junta de Freguesia Alberto Antunes de Brito, satisfeito com a presença da colónia Lisboeta e reconhecidas que eram as suas intenções ao dar as Boas-Vindas preoferiu as seguintes palavras:

– “Vidualenses, queridos conterrâneos. Como Presidente da Junta vos recebo de todo o coração pois ela tem que contar com o vosso trabalho, com a vossa ajuda, com o vosso dinamismo e com o vosso querer. Sois saudosos da vossa terra. Quereis vê-la progredir, esse também é o meu sincero desejo, mas a Junta de Freguesia é pobre. Não tem quaisquer recursos. Não recebe qualquer auxílio, particular ou das entidades governamentais. Portanto que vos reorganizeis o mais rapidamente que vos for possível para assim a junta contar com a Liga de Melhoramentos como seu cofre privado. Será o cofre da Junta e eu prometo-vos trabalhar incansavelmente para fazer do Vidual terra onde se possa ver o progresso em aumento gradual. O povo merece o nosso esforço e é alguma coisa fazer por este humilde povo Vidualense. Que não lhes seja vã a confiança que em nós deposita.”

A colónia vidualense regressa a Lisboa ansiosa por satisfazer as solicitações do presidente da junta de freguesia, que jamais se poupara a sacrifícios pessoais ou monetários para pôr em marcha todos os melhoramentos necessários à Freguesia.

E mesmo sem recursos financeiros o presidente da Junta de Freguesia consegue dotar a aldeia do telefone público, em 1955.

Entretanto, prosseguem os contactos com todos os vidualenses residentes em Lisboa para pôr em marcha a reorganização da Liga de Melhoramentos.

Obtida a concordância colectiva é convocada uma reunião para o dia 14 de Outubro de 1956. A mesma teve lugar na casa do concelho de Pampilhosa da Serra e a ela comparecerem 55 Vidualenses. Presidiu o Sr. Professor José Nunes de Brito, ladeado pelos Srs. Abel Ramos da Silva, Aurélio dos Reis Silva e Aurélio Martins Barata, que secretariou. O Presidente congratulou-se com tão grande presença de conterrâneos, nos quais adivinhava uma forte vontade de darem resposta urgente às necessidades das grandes obras a levar a cabo na nossa querida terra. Explicou à assistência que a Liga de Melhoramentos passaria a ter a sua sede em Lisboa, visto não se justificar continuar em Vidual de Cima, dado ao êxodo dos Vidualenses para Lisboa.

Ordenou que se desse início ao acto eleitoral que ordeiramente deu o seguinte resultado:

Assembleia Geral

Professor José Nunes de Brito-Presidente

António Antunes Robalo-Vice-Presidente

José Fernandes Barata-1º Secretário

José Cardoso Da Silva-2º Secretário

Direcção

Abel Ramos da Silva-Presidente

Joaquim Fernandes Barata-Vice-Presidente

Aurélio Martins Barata-1º secretário

Luciano Fernandes Antunes-2º Secretário

José Ramos da Silva-Tesoureiro

Joaquim de Almeida-Suplente

António Fernandes-Suplente

Alfredo Ramos-Suplente

José Augusto Vicente-1º Vogal

António Norberto Pereira da Silva-2º Vogal

José Augusto Dias-3º Vogal

Sebastião Augusto Maria-4º Vogal

Jorge Cardoso-5º Vogal

José Maria da Cruz-6º Vogal

Conselho Fiscal

António Alves Pereira-Presidente

Mário Augusto Silva-Secretário

Aurélio dos Reis Silva-Relator

Joaquim de Almeida Barata-Vogal

José de Almeida-Vogal

Aníbal Rodrigues Cardoso-Vogal

Delegação em Vidual de Cima

Alberto Antunes de Brito-Presidente

José Nunes júnior-Secretário

Manuel Ramos da Silva-Tesoureiro

Estava assim constituída a lista dos novos corpos gerentes da Liga de Melhoramentos de Vidual de Cima, agora com sede na Rua das Escolas Gerais, nº 82, 1100 LISBOA.

Depois da Tomada de posse, a Direcção entrou logo em funções, apontando, como obras prioritárias as seguintes:

a)-Captação de água, valas, canalizações, fontanários.

b)-Calcetamento das ruas, que se encontram em péssimo estado.

c)-Electrificação.

d)-Arranjo do Cemitério.

e)-Ampliação da escola, residência para a professora, alpendre e lavados.

Comprometeu-se, ainda, a nova direcção, colaborar na construção de 5 quilómetros de estrada entre a Malhada do Rei e Portela de Unhais-O-Velho, pois esta obra viria beneficiar as populações por elas servidas, concorrendo verdadeiramente para o seu bem-estar e progresso.

OUTRAS ACTIVIDADES IMPORTANTES DESENVOLVIDAS

28 de Janeiro de 1957

A Liga solicitou ao ministro das comunicações que providenciasse à Empresa de Viação da Beira, Ld.ª, com sede na Pampilhosa da Serra, (que apenas fazia o percurso Pampilhosa da Serra-Lousã e vice-versa), o seguinte itinerário: Lousã, Rolão, Fajão, Vidual de Cima, Cabril e Pampilhosa da Serra, duas vezes por mês em coincidência com os dias da realização dos mercados nesta vila.

Objectivo conseguindo.

18 De Março de 1957-Construção da passagem sobre o dique

A Liga de melhoramentos de Vidual, em nome do povo da Freguesia de Vidual de Cima, cujos interesses sempre defendeu, apelou junto do ministério das Obras Públicas, no sentido de serem melhoradas as vias de comunicação entre as margens da albufeira da Barragem de Santa Luzia. A única forma de comunicação resumia-se a uma pequena embarcação que a Companhia Eléctrica das Beiras (CEB) havia posto à disposição das populações obrigando-as a um horário muito restrito que não satisfazia as populações da Freguesia de Vidual de Cima, Cabril, Janeiro de Baixo e Unhais-O-Velho.

Alvitrou, então, a Liga de Melhoramentos, que aquele ministério diligenciasse junto da CEB, no sentido desta Companhia ser obrigada a abrir um caminho sobre o dique pois assim facilitaria a passagem permanente a peões, de uma para a outra margem da albufeira, sem se sujeitarem aos horários dos barcos, que, entretanto, a dita Companhia desejava pôr fim, obrigando com esta atitude, a deslocação a pé dos transeuntes via Vidual de Baixo-Vale Grande-Casal da Lapa e vice-versa, num percurso de cerca de 6 quilómetros (o que não faziam antes da construção da barragem por no vale existirem boas pontes de ligação de ambas as margens).

A Liga, na entrega da sua petição no Ministério das Obras Públicas, no Terreiro do Paço, foi representada pelo então presidente da Direcção Sr. Abel Ramos da Silva, acompanhado por Alberto Cardoso e José Cardoso da Silva e ainda pelo Sr. Manuel Jesus dos Santos, dirigente da Liga de Melhoramentos da Freguesia do Cabril. Esta colectividade demonstrou, também, grande interesse na construção da referida passagem, com igual empenho das Juntas de Freguesia de Vidual de Cima e Cabril.

Essa delegação dirigiu-se, então, àquele Ministério que, por sua vez, a mandou apresentar na Direcção Geral dos Serviços Hidráulicos, na Rua de São Mamede, ao Caldas onde já eram aguardados pelo seu Director-Geral, Sr. Engenheiro Manuel Rafael Amaro da Costa, que lhes disse: “Já sei o que vos traz por cá. Conforme fui informado a vossa pretensão é de grande justiça. Podem contar comigo e para já e enquanto essa passagem não é construída o que aspiram?” O Sr. Alberto Cardoso respondeu: “que a Companhia mantenha a carreira dos barcos e o horário das 6 horas da manhã, para início das mesmas, pois só assim nos é possível apanhar no Casal da Lapa a carreira de autocarros que nos conduzem até Lisboa, pois o referido horário foi alterado para mais tarde.” “Óptimo”, respondeu o Sr. Director-Geral, “vamos já oficiar à Companhia Eléctrica das Beiras para manter a carreira dos barcos dentro do horário que desejam e que esta proceda de imediato ao projecto para a construção da passagem e remetê-lo a esta Direcção dos Serviços Hidráulicos para posterior aprovação. As obras dessa construção ficarão à vossa fiscalização para “in loco” aferirem da segurança da mesma, evitando pôr em risco os transeuntes que por ali passem. Depois de tudo concluído devem informar esta Direcção para que faça deslocar ali um engenheiro para se mandar abrir a passagem, pondo-a assim ao serviço do público e não de muares, como aqui alguém sugeriu”

A petição da nossa liga não caiu em saco roto e assim a Direcção Geral dos Serviços Hidráulicos dava conta das diligências tomadas, conforme se verifica pelo conteúdo do ofício que nos seguintes termos nos era dirigido:

“Exmº. Sr. Presidente da Liga de Melhoramentos de Vidual de Cima:

“Em referência à exposição enviada a Sua Ex.ª o Ministro das obras públicas, 18-3-1957, pela liga de Melhoramentos de Vidual de Cima, comunico que o projecto apresentado pela Companhia Eléctrica das Beiras para a utilização do coroamento da barragem como caminho de pé ligando as duas margens do rio Pampilhosa foi aprovado, sendo aquela Companhia notificada nesta data de que deverá proceder à sua execução com brevidade.”

A Bem da Nação

Direcção-Geral dos Serviços Hidráulicos, em 8 de Junho de 1957”.

O Engenheiro Director-Geral

Assinado

(Manuel Rafael Amaro da Costa) ”.

O empenho da nossa liga e as diligências levadas a cabo, a par de outras entidades, permitiram a construção da passagem, construção que era acompanhada pela fiscalização do Sr. Aurélio dos Reis Silva, membro da Liga, e conforme era desejo dos Serviços Hidráulicos os quais foram informados por aquele dirigente da necessidade da Companhia colocar sob certos penhascos, que facilmente poderiam ruir, suportes em blocos de cimento, o que se cumpriu por determinação dos Serviços Hidráulicos.

A construção desta obra foi pouco morosa pois viria a ser concluída em Dezembro de 1957.

Com a abertura deste novo caminho ficaram os povos serranos a usufruir de uma regalia a que tinham incontestável direito, acabando assim com o perigo que corriam quando tinham de atravessar a albufeira num frágil barquito, que muitas vezes punha em perigo a vida de quantos dele se tinham de utilizar.

A todos quanto se interessaram pela realização de tão necessário melhoramento, o povo Vidualense ficou agradecido, tendo exaltado a sua Liga de Melhoramentos e os seus dirigentes, por tornarem realidade em 1957 tão importante melhoramento que já era reclamado pelas populações da serra desde 1943.

A Liga de Melhoramentos da Freguesia de Vidual de Cima orgulhava-se por mais este seu feito em benefício do progresso da sua terra.

ANOS SESSENTA-APOGEU DO PROGRESSO EM VIDUAL

12 De Agosto de 1962

Inauguração do abastecimento de água à povoação e lavadouros

Custo total desta obra: 225.750$00

Comparticipações:

Estado: 155.000$00

Liga de Melhoramentos: 70.750$00

12 De Setembro de 1962

Construção de 3 nichos-com a imagem das almas

Vidual de Cima-Custo da obra-Liga: 4.000$00

Vidual de Baixo: 1.000$00

Casal da Lapa: 1.500$00

14 De Junho de 1964

Inauguração da Luz eléctrica em Vidual

Custo total desta obra: 273.628$00

Comparticipações:

Estado: 51.000$00

C.E. da Beiras: 136.628$00

Liga de Melhoramentos: 86.000$00

Calcetamento das ruas de Vidual

Custo desta obra: 82.000$00

Estado: 30.000$00

Junta de Freguesia: 10.000$00

Liga de Melhoramentos: 42.000$00

Arranjo do Cemitério

Custo total desta obra: 34.000$00

Comparticipações:

Estado: 7.000$00

Povo: 17.000$00

Liga de Melhoramentos: 10.000$00

Arranjo da Eira e colocaç.de lâmpadas na via-pública

Pago pela Liga de Melhoramentos: 8.814$00

30 De Setembro de 1971

Construção da nova Igreja Paroquial

Custo total desta obra: 1.080.000$00

Comparticipações:

Estado: 238.000$00

Povo: 722.000$00

Liga de Melhoramentos: 120.000$00

31 De Dezembro de 1975

Arranjo das valetas na via pública

Pago pela Liga de Melhoramentos: 7.000$00

26 De Junho de 1979

Compra do terreno para a construção do Centro Social de Convívio, Cultura e Recreio, à Dona Maria da Trindade Cardoso e Brito

Pago pela Liga de Melhoramentos: 100.000$00

20 De Dezembro de 1960

Compra aos Srs. Manuel Maria da Silva e António da Silva Domingos, do terreno onde foi construído o imóvel para os lavadouros públicos.

Pago pela Liga de Melhoramentos: 6.000$00

29 De Dezembro de 1961

Compra ao Sr. Alberto Cardoso, pela compra de um terreno com uma oliveira, sito à carreira para nele ser construído o bebedoiro para animais.

Pago pela Liga de Melhoramentos: 750$00

31 De Dezembro de 1981

Pago à Casa dos Carimbos de Zacarias. Franco pela feitura de 315 emblemas dos 25 anos da Liga.

Pago pela Liga de Melhoramentos: 14.490$00

1 De Janeiro de 1983

Pago a Daniel d’ Almeida pela aquisição de tijoleiras para a aplicação da Capela de São Sebastião em Vidual

Pago pela Liga de Melhoramentos: 42.750$00

1 De Janeiro de 1984

Aquisição feita à Tecnitela e Medicinália de móveis para o posto médico do Centro Social

Pago pela Liga de Melhoramentos: 45.165$00

Aquisição de mesas e cadeiras em madeira para o Centro Social de Convívio, Cultura e Recreio do Vidual

Pago pela Liga de Melhoramentos: 90.500$00

Compra de um sino à Fundição de Sinos de Braga para colocar no campanário da velha igreja em Vidual (89.000$00-mais transportes).

Pago pela Liga de Melhoramentos: 97.215$00

18 De Agosto de 1984

Inauguração do Centro Social de Convívio, Cultura e Recreio de Vidual de Cima

A imponência desta obra maravilhosa e útil, associou todas as boas vontades dos Vidualenses que na sua vanguarda se encontrava o grande obreiro, Sr. Aurélio Martins Barata, ao tempo presidente da Junta de Freguesia, e nesta comunhão de esforços foi possível pôr de pé qual marco a assinalar e a perpetuar aos vindouros o progresso levado a cabo por estes humildes Vidualenses.

Contributo da Liga de Melhoramentos

Durante a Construção: 809.560$00

Na inauguração foi gasto com comida e bebida a fornecer gratuitamente, durante dois dias a cerca de 500 pessoas: 550.000$00

1 De Janeiro de 1987

Compra de um rádio gravador para o Centro Social

Pago pela Liga de Melhoramentos: 9.850$00

1 De Janeiro de 1988

Pago pela aquisição de aparelhagem a Matos Branco

Pago pela Liga de Melhoramentos:42.000$00

1 De Janeiro de 1989

Pago pela compra de uma arca congeladora para a casa de Convívio

Pago pela Liga de Melhoramentos: 48.000$00

19 De Abril de 1990

Despesa feita com obras na Casa do Convívio

Pago pela Liga de Melhoramentos: 60.000$00

31 De Julho de 1990

Construção de um fontanário à Eira e colocar uma torneira no Cemitério

Pago pela Liga de Melhoramentos: 74.490$00

31 De Dezembro de 1990

Obras feitas na Casa do Convívio

Pago pela Liga de Melhoramentos: 27.914$00

Aquisição de 10 mesas em Madeira para a Casa de Convívio: 72.501$00

28 De Maio de 1991

Para a construção do muro em todo o comprimento doo arruamento recentemente aberto a circundar a aldeia, desde o Vale Salgueiro ao Carqueijal, obra já entregue ao empreiteiro Sr. Hermínio Dias Almeida.

Pago pela Liga de Melhoramentos: 2.000.000$00

A Liga de Melhoramentos de Vidual de Cima contribui ainda com os seguintes donativos:

30 De Julho de 1974

Para o projecto do largo da quelha: 500$00

27 De Fevereiro de 1959

Projecto para o abastecimento de água a Vidual de Cima: 7.000$00

31 De Dezembro de 1960

Oferta à Assistência Rural da Freguesia: 1.265$00

21 De Maio de 1961

Para obras na sede da C.C.Pampilhosa da Serra:100$00

14 De Junho de 1962

Idem para a mesma casa Concelhia: 100$00

12 De Agosto de 1962

Despesa feita com a inauguração do abastecimento de água à aldeia: 5.567$00

14 De Junho de 1963

Donativo aos Bombeiros Voluntários de Arganil: 100$00

6 De Junho de 1964

Oferta de uma bandeira nacional à Escola Primária de Vidual: 238$50

25 De Dezembro de 1964

Oferta à Senhora do Monte Alto-Arganil: 50$00

31 De Dezembro de 1964

Pago à Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, por expropriações: 1.947$10

15 De Agosto de 1966

Donativo ao Governo Civil de Coimbra: 300$00

30 De Dezembro de 1967

Para o busto de José Henriques da Cunha, ex-presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra: 500$00

30 De Setembro de 1974

Para a ajuda da construção de uma estrada: 1.000$00

31 De Dezembro de 1976

Para a equipa de futebol de Vidual: 1.000$00

4 De Outubro de 1985

Donativo para a Santa Casa da Misericórdia de Pampilhosa da Serra: 10.000$00

22 De Agosto de 1988

Donativo ao Centro Pastoral da região Nordeste da Diocese de Coimbra-Sarzedo: 10.000$00

22 De Setembro de 1983

Para obras levadas a efeito na Capela de Santa Bárbara em Vidual de Baixo: 10.000$00

16 De Março de 1989

Para a construção, em Sobral Valado, do busto ao saudoso Padre José Vicente: 10.000$00

4 De Julho de 1990

Donativo ao Grupo Musical Fraternidade Pampilhosense-Pampilhosa da Serra: 7.500$00

18 De Dezembro de 1990

Colaboração havida com os Bombeiros Voluntários de Pampilhosa da Serra: 15.000$00

LIGA DE MELHORAMENTOS DA FREGUESIA DE VIDUAL DE CIMA – Pessoa de Utilidade Pública

Na recriação da Liga de Melhoramentos, em 19 de Setembro de 1943, como atrás ficou descrito, os dirigentes de então denominaram-na de “Liga de Melhoramentos do Vidual”, e submeteram os Estatutos ao Governo Civil de Coimbra (visto ser a sede na altura), para que fosse reconhecida como entidade pública.

Na sua reorganização, em Lisboa (onde passou posteriormente a ter a sua sede), em 14 de Outubro de 1956, manteve-se a mesma designação. Não obstante terem sido introduzidas várias alterações aos estatutos, ao submeterem-nos à aprovação do Governo Civil de Lisboa, não conseguem vê-los aprovados. Sem desanimar, introduzem as alterações que lhes foram sugeridas. Voltam ao Governo Civil que promete rever o assunto, mas infelizmente não foi dada nenhuma resposta concreta. Ficaram, então, aqueles dirigentes, na esperança de um dia ver a sua Liga com entidade própria.

1979 -Os estatutos

Neste ano foi nomeada uma comissão, da qual faziam parte, entre outros, o Dr. António Mapril Pereira André e Carlos Bernardino Tielas, com o fim de redigir a matéria para a feitura de novos estatutos, para posterior aprovação.

A tarefa foi cumprida e os mesmos, depois de terem sofrido algumas alterações, foram definitivamente aprovados em assembleia geral ordinária, desta Liga, realizada em 18 de Maio de 1980.

Nestes estatutos a colectividade passou a denominar-se por: “Liga de Melhoramentos da Freguesia de Vidual de Cima”, conforme escritura lavrada no 8º Cartório de Lisboa, publicada no Diário da República, III Série, nº 83, de 9 de Abril de 1981, assim:

“Certifico que, por escritura de 26 de Dezembro de 1980, lavrada a fls. 57 e 57 v.o do livro de notas nº 81-D do 8º Cartório Notarial de Lisboa, a cargo do notário licenciado em Direito Eduardo António Correia de Azevedo, foi constituída uma associação, sem fins lucrativos, que adoptou a denominação de Liga de Melhoramentos da Freguesia de Vidual de Cima, com sede em Lisboa, na Rua das Escolas Gerais, 82”

Nesta escritura estiveram presentes os dirigentes, Srs. Dr. António Mapril Pereira André (Advogado), José Augusto Vicente e Ângelo Barata dos Reis.

Vencidas estas dificuldades, que encheram de regozijo, não só os seus directores, mas todos os associados em geral, esta Direcção desejou arduamente que, num futuro muito próximo, a Liga de Melhoramentos recebesse a designação de “Instituição Regionalista de Utilidade Pública”.

Embora já assinaladas a seguir se indicam, muito resumidamente, as obras para as quais a Liga contribui e colaborou:

-Utilização do coroamento da barragem de Santa Luzia, abrindo caminho para ligar as duas margens da albufeira.

-Dotar a aldeia de 6 fontanários, de água potável, substituindo o único existente na aldeia.

-Dotar a aldeia de lavadouros públicos, com 16 tanques, com igual número de torneiras a jorrarem água cristalina.

-Construção de 3 nichos (Vidual de Cima, Vidual de Baixo e Casal da Lapa), onde se colocaram imagens das alminhas.

-Inauguração da luz eléctrica – substituindo-se deste modo os centenários candeeiros a petróleo ou a azeite.

-Calcetamento das sinuosas ruas da aldeia de Vidual de Cima.

-Arranjo do cemitério da Freguesia.

-Arranjo da eira – onde se debulha os cereais.

-Construção da nova Igreja Paroquial, onde se venera Santo António.

-Arranjo das Valetas das ruas da aldeia.

-Aquisição do terreno para a construção da Casa de Convívio.

-Aquisição do terreno para a construção dos lavadouros públicos.

-Aquisição do terreno – com oliveira – para a construção do bebedouro de animais.

-Aquisição de vários mobiliários para a Casa de Convívio, Cultura e Recreio.

-Aquisição de um sino para colocar no centenário Campanário da aldeia como parceiro dum já ali existente, podendo, deste modo, tocar-se Às Ave Marias em respeito aos nossos antepassados.

-Inauguração do majestoso Centro Social de Convívio, Cultura e Recreio de Vidual de Cima, para a sua construção a Liga contribuiu com avultadas verbas.

-Construção de um novo fontanário à Eira e colocação de uma torneira no recinto do cemitério.

-Obras realizadas na capela de Santa Bárbara, em Vidual de Baixo.

-Construção do novo arruamento desde o Vale Salgueiro ao Carqueijal, passando na periferia da aldeia – lado nascente e respectivo muramento.

-Obras na Capela de São Sebastião.

A Liga de Melhoramentos de Vidual de Cima gastou com estas obras – umas por sua própria conta e outras que contribuiu com donativos – a importância de Escudos: 3.959.176$60

Desta importância, não contabilizada nos livros da Liga – por lapso -, resultado de um peditório realizado em Lisboa, há uma quantia de escudos de 254.110$00

Independente desta verba, uma comissão composta por António Alves Pereira, Ângelo Barata dos Reis e Aurélio dos Reis Silva, angariou em Lisboa, entre os Vidualenses e amigos, a importância de Escudos: 380.000$00, para ajuda da reparação da referida Igreja de São Sebastião cujo orçamento era de 700.000$00.

A Liga de Melhoramentos contabilizou desde 14 de Outubro de 1956 a 31 de Dezembro de 1990, a seguinte verba:

Despesas: 2.979.271$30

Receitas: 8.012.385$40

O executivo trabalhou incansavelmente, sempre em colaboração com a Junta de Freguesia de Vidual de Cima, para dotar a aldeia de Vidual com os melhoramentos:

-Saneamento básico, para o qual já temos em nosso poder o respectivo projecto. Para este melhoramento contamos com a boa vontade do Sr. Eng.º Alberto Lousada Borges Pinto, do Gabinete de Apoio Técnico de Arganil, no sentido de dar a ajuda que tal obra carece.

-Construção da Barragem à Ponte das Golas para regadio dos terrenos de cultivo, tornando-os mais prósperos.

-Acompanhar de perto o desenrolar das obras de acabamento da estrada Vale Salgueiro – Carqueijal.

A história continua…

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